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09/10/2017

Síndico condômino ou síndico externo?

Luiz Ribeiro O N Costa Junior

(Coluna publicada no Diário do Grande ABC, em 07 de outubro de 2017)

Muito divulgado atualmente, alguns condomínios têm optado pela contratação de um síndico externo ou não condômino, que vem incorretamente sendo denominado como ‘síndico profissional’. Afinal, qual a vantagem ou desvantagem de cada um? O que é melhor para o condomínio?

Analisando-se a evolução dos condomínios, podemos voltar no tempo e lembrar que, antigamente, o condomínio possuía um tripé formado por administradora, síndico e zelador.

Com a chegada dos condomínios clubes e grandes condomínios, a figura do zelador foi substituída pelo Concierge ou Gerente Predial, alguém com maior especialização, que poderia propiciar ao condomínio melhores resultados.

Mas isto não implicou a extinção da função de zelador, apenas sendo a mesma aperfeiçoada em algumas situações, pois muitos condomínios ainda continuam mantendo esta função.

Hoje em dia, muitos condôminos não têm mais condições de dedicar-se adequadamente ao cargo de síndico, por conta da correria do dia a dia. Do ponto de vista do condomínio, uma maior dedicação ao condomínio é cada vez mais demandada, principalmente no que diz respeito ao contato com condôminos e também pelo fato de que as pessoas procuram não se “desgastar” com vizinhos. Neste contexto, começou a crescer a opção por síndicos não condôminos.

Alguns condomínios, viram no síndico externo a solução de seus problemas. Porém, na prática, as coisas não funcionam bem assim.

Na realidade, não importa se a escolha do condomínio for por um síndico condômino ou não. O importante é estar atento ao perfil do síndico no caso de condômino e, caso não seja condômino, se o condomínio terá a devida segurança jurídica.

Quando se contrata um síndico externo, deve-se verificar o contrato social da empresa que está contratando, analisar seu capital social, sua localização, o patrimônio da empresa e de seus sócios, e não apenas verificar a satisfação de clientes, ou a suposta existência de seguro, até mesmo porque, em caso de problemas que o condomínio venha a ter, o mais importante é ter a certeza de que não terá prejuízo, e nem sempre a seguradora irá arcar com o mesmo.

Na próxima coluna, vou explicar melhor como contratar um bom profissional nestas condições. Até lá!